Você sabia que, ao contrário do que se pensa, a escoliose geralmente não causa dor nas costas? Em alguns casos, no entanto, a dor na coluna pode estar sim associada à condição.
Uma maneira de diferenciar as dores nas costas é entender melhor alguns sinais. No texto de hoje, o Dr. Paulo Cavali, especialista em escoliose do Hospital Ortopédico AACD, vai dar dicas de como identificar cada caso.
O que é Escoliose?
A escoliose é uma deformidade na coluna que afeta crianças, adultos e idosos no mundo todo. A faixa etária do acometimento é, inclusive, um dos fatores que determina o tipo de tratamento, dependendo do caso. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 4% da população global convivem com a doença, sendo 6 milhões só no Brasil.
Quais são os sinais da Escoliose?
É importante se atentar às formas de manifestação para entender como fica o corpo com escoliose. Esses são os principais achados clínicos:
- Ombro mais alto do que o outro;
- Um lado do quadril inclinado para cima quando comparado ao outro;
- Aparência ou sensação de uma perna mais curta do que a outra;
- Coluna torta ou mais curvada para um dos lados;
- Desconforto muscular ou sensação de cansaço nas costas.
- Assimetria das curvas da cintura
A escoliose costuma ocorrer nas regiões torácica (parte superior das costas) ou lombar (parte inferior das costas) e ser menos comum na cervical
Como é o tratamento de escoliose?
O tratamento para escoliose depende de cada caso, considerando o grau de curvatura e a idade da pessoa. Detectar a doença nos estágios iniciais e contar com a observação dos familiares e da avaliação de um especialista, podem ajudar no processo. Os métodos mais comuns de tratamento são:
- Acompanhamento médico especializado;
- Sessões de Fisioterapia com exercícios;
- Uso de coletes ortopédicos personalizados;
- Intervenção cirúrgica, se for o caso.
O que é dor nas costas?
Os problemas musculares causados por má postura, levantamento de pesos ou cansaço podem ser uma das razões para as dores, mas não a única. Outras patologias também têm as mesmas manifestações:
- Hérnia de disco;
- Artrose;
- Lombalgia mecânica;
- Cálculo renal;
- Escoliose;
- Espondilite anquilosante;
- Herpes zoster.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dor nas costas afeta mais de 600 milhões de pessoas. No Brasil, os resultados também são altos, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde, entre 18,5% e 23,4% dos adultos convivem com problemas crônicos de coluna.
Quais são os sintomas de dores nas costas?
Além da dor aguda ou intermitente na região inferior das costas ou cervicotorácica e que se irradia para as pernas ou braços, alguns outros sintomas podem surgir, como:
- Dificuldade para se movimentar ou ficar em pé por longos períodos;
- Formigamento e sensação de dormência;
- Fraqueza nos braços ou nas pernas;
- Alteração do funcionamento do controle do intestino ou bexiga.
Qual tratamento para dores nas costas?
O tratamento costuma variar bastante de acordo com a patologia, o grau da lesão e a resposta do paciente às abordagens conservadoras. Nesse contexto, diversas práticas podem contribuir para o alívio dos sintomas e a recuperação funcional. Entre elas, destacam-se:
- Descanso;
- Alongamentos;
- Aplicação de compressas quentes ou frias;
- Uso de analgésicos ou anti-inflamatórios;
- Massagens;
- Prática de exercícios físicos com fortalecimentos musculares específicos, além de sessões de fisioterapia e acupuntura.
Em muitos casos, essas medidas compõem o tratamento conservador e podem evitar intervenções mais invasivas.
Cuidar da coluna é investir em qualidade de vida.
Embora a escoliose e a dor nas costas possam estar relacionadas em alguns casos, elas não são sinônimas. Observar os sinais, buscar um diagnóstico adequado e iniciar o tratamento quando necessário são passos importantes para preservar a saúde da coluna. A AACD é pioneira no tratamento da Escoliose, sendo referência nacional e internacional desde a década de 1960. O Hospital Ortopédico AACD possui fisioterapeutas, ortopedistas e toda uma equipe multidisciplinar renomada para acompanhar o tratamento em todas as etapas.
Por Giovanna Miranda Gomes

