O aumento da expectativa de vida é uma conquista importante, mas também reforça a necessidade de atenção redobrada à saúde nessa fase da vida. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas com 60 anos ou mais já representam 15,8% da população brasileira.
Com o passar dos anos, alterações naturais no organismo tornam ossos, músculos e articulações mais vulneráveis a desgastes e lesões. Problemas ortopédicos como osteoporose, artrose e lombalgia tornam-se mais frequentes e podem impactar diretamente a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida do idoso.
Neste artigo, o Dr. Marcelo Ares, fisiatra e coordenador médico da AACD, explica sobre os principais sintomas, tratamentos e estratégias de prevenção das doenças ortopédicas mais comuns após os 60 anos.
Osteoporose
A osteoporose é a doença que acomete os ossos, deixando-os frágeis e quebradiços devido à perda de massa e densidade.
Principais sintomas
- Curvatura progressiva da coluna, arqueando as costas e inclinando a cabeça para frente;
- Fraturas após pequenas quedas ou pouco impacto;
- Redução da estatura.
Tratamentos
O tratamento conservador envolve o uso de medicamentos e suplementos, principalmente com os objetivos de diminuir a perda de massa e aumentar a formação dos ossos. Alimentação adequada e a prática de exercícios regularmente ajudam no tratamento da patologia.
Artrose
A artrose é o desgaste da cartilagem em alguma articulação do corpo, acometendo com mais frequência as articulações do joelho, das mãos, da coluna e do quadril.
Sintomas
- Dor crônica na articulação afetada;
- Inchaço e rigidez;
- Perda de flexibilidade e dificuldade para realizar movimentos;
- Estalos articulares;
- Em alguns casos, a sensação de dormência ou formigamento podem surgir.
Tratamento
O tratamento conservador da artrose consiste no uso de medicamentos, fisioterapia, dietas saudáveis e fortalecimento muscular.
Quando o tratamento conservador não é o suficiente, alguns procedimentos cirúrgicos como a artroplastia e as infiltrações articulares podem ser opções.
Hérnia de disco
A hérnia de disco ocorre quando o amortecedor entre as vértebras (o disco) sofre uma rachadura em sua camada externa. Com isso, o conteúdo gelatinoso do centro se desloca e pressiona os nervos da coluna, gerando dor.
Sintomas:
Apesar de também haver casos em que a hérnia de disco é assintomática, os sintomas mais recorrentes são:
- Dor no pescoço ou na região lombar, com possibilidade de irradiação para o braço ou perna;
- Dormência ou formigamento nas áreas afetadas;
- Fraqueza muscular em áreas afetadas.
Tratamento:
As opções para o tratamento conservador são: repouso, evitar atividades que aumentem os sintomas, uso de analgésicos e anti-inflamatórios, fisioterapia e terapias alternativas como a acupuntura.
Em casos graves em que existe dano neurológico ou quando outros tratamentos não são eficazes, a cirurgia pode ser considerada.
Fascite plantar
A fascite plantar é a inflamação da fáscia plantar, estrutura que se estende do calcanhar até aos dedos dos pés e ajuda na absorção de choques e suporte da arcada plantar.
Sintomas
O principal sintoma da fascite plantar é o aumento gradual da dor no calcanhar, algo que pode ser comparado com uma “pontada” ou sensação de queimação.
O inchaço no calcanhar e no tornozelo também acontece em alguns casos, mas é menos recorrente.
Tratamento
Além de repouso, gelo, uso de medicamentos, sessões de fisioterapias e terapia por ondas de choque, o tratamento conservador da fascite plantar também pode trazer o uso de palmilhas ortopédicas ou órteses específicas para a condição.
A cirurgia para liberação da fáscia plantar só é considerada em casos mais graves ou quando os outros métodos não surtem efeito.
Lombalgia
A lombalgia é a dor lombar que pode irradiar para uma ou ambas as nádegas e/ou para as pernas na distribuição do nervo ciático.
Sintomas
Os sintomas da lombalgia são dores lombares, que podem atingir glúteos e pernas causando formigamento, dormência, perda de sensibilidade e até espasmos musculares.
Tratamento
Os tratamentos convencionais podem incluir o uso de medicamentos, fisioterapia, reeducação postural, a prática regular de exercícios físicos e terapias alternativas como pilates e hidroginástica.
Bursite
A bursite é a inflamação de alguma bursa, pequena bolsa preenchida por líquido encontrada nas articulações. Sua função é a de amortecer o atrito entre tendões e ossos em torno de uma articulação específica.
Sintomas
Os sintomas da bursite são dor, inchaço e rigidez no local afetado. Ela é mais comum de aparecer no ombro, cotovelo, quadril, joelhos, perto do tendão de Aquiles e nos pés.
Tratamento
O tratamento da bursite inclui repouso, medicamentos e infiltração, a critério médico. Fisioterapia e exercícios regulares também ajudam a fortalecer a musculatura ao redor da articulação.
O tratamento cirúrgico só é necessário em casos raros ou quando o tratamento conservador não é efetivo.
Como prevenir as principais doenças ortopédicas
Embora cada condição tenha suas particularidades, muitos problemas ortopédicos podem ser prevenidos ou ter sua progressão retardada com hábitos simples no dia a dia. Confira as principais recomendações:
- Mantenha o peso corporal adequado: o excesso de peso sobrecarrega articulações, aumentando o risco de doenças como artrose, lombalgia e bursite.
- Pratique atividade física regularmente: os exercícios ajudam a fortalecer músculos e ossos, melhoram a estabilidade articular e reduzem o risco de lesões.
- Invista em fortalecimento muscular e postura correta: além das atividades físicas regulares, adotar uma boa postura no dia a dia reduz o risco de hérnia de disco e lombalgia.
- Evite movimentos repetitivos e sobrecarga excessiva: movimentos repetitivos sem orientação ou excesso de esforço físico podem favorecer inflamações.
- Use calçados adequados: sapatos com bom amortecimento e suporte ajudam a prevenir dores nos pés, fascite plantar e alterações na marcha.
- Tenha uma alimentação equilibrada: dietas com alimentos ricos em cálcio e vitamina D contribuem para a saúde dos ossos e ajudam na prevenção da osteoporose.
- Evite tabagismo e consumo excessivo de álcool: ambos hábitos prejudicam a saúde óssea e aumentam o risco de fraturas.
- Adote cuidados ergonômicos no trabalho: a sobrecarga na coluna e nas articulações é reduzida com atitudes como ajustes de altura da cadeira e posicionamento do computador. Também é importante fazer pausas regularmente.
Caso os sintomas persistam, a consulta com um ortopedista se torna essencial para investigação da razão da dor e diagnóstico rápido, visando um tratamento mais eficaz.
Texto feito por Beatriz Freitas Vera Cruz
Atuação do Hospital Ortopédico AACD
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