Caiu e machucou? Saiba diferenciar a fratura na hora do trauma e entenda a cicatrização

Tempo de leitura: 3 minutos

Resumo da notícia:

• Fratura, entorse, luxação e contusão têm sintomas parecidos, mas sinais específicos ajudam a diferenciá-las antes mesmo de ir ao médico
• O corpo tem capacidade de regenerar o osso sozinho. O tratamento existe para garantir que a cicatrização ocorra do jeito certo
• Em casos mais graves, como fraturas expostas ou com desalinhamento ósseo, a cirurgia pode ser necessária

Paciente com gesso por uma fratura no pé

Já sofreu alguma queda e não soube avaliar se precisava de socorro médico? Fratura, entorse, luxação e contusão têm sintomas tão parecidos que até médicos precisam de exame para diferenciar. Mas alguns sinais já ajudam a orientar a decisão antes mesmo de chegar ao consultório.

Para nos ajudar, o Dr. Fernando Tamanagaortopedista e especialista em ombro e cotovelo do Hospital Ortopédico AACD, explica como diferenciar as lesões e como funciona o processo de cicatrização.

Como diferenciar a fratura de outras lesões?

As quatro principais lesões que são confundidas por terem sintomas e características parecidas são: fratura, luxação, entorse e contusão.  Por isso, é importante reconhecer cada uma para decidir se precisa ou não ir ao pronto-socorro.

Fratura

Além da dor intensa e do inchaço, o corpo pode reagir à quebra do osso com batimentos cardíacos acelerados, respiração mais rápida, tontura e sensação de fraqueza.

Para reconhecer uma fratura, a dor costuma ser profunda e piora quando você pressiona o osso. Em alguns casos, dá pra ver uma deformidade visível e ouvir um estalo no momento do trauma.

Luxação

Na luxação, o osso se desloca da articulação. Com o osso fora do lugar, a compressão ou lesão de vasos sanguíneos e nervos pode acontecer, o que causa batimentos cardíacos acelerados e pele fria.

Os sinais mais característicos da luxação são o travamento de movimento no local da lesão e o osso visivelmente fora do lugar.

Entorse

Quando há a torção brusca da articulação, a dor intensa pode causar batimentos cardíacos acelerados, tontura e sensação de fraqueza.

Na prática, fique atento ao momento do trauma. Houve torção? Ficou roxo e inchado rapidamente? São sinais comuns da entorse.

Contusão

Como a pancada atinge apenas músculos e pele, os únicos sinais da lesão são a dor localizada, inchaço e vermelhidão na pele.

O que diferencia a contusão de outras lesões é que a dor acontece apenas na superfície e bem localizada onde o trauma aconteceu.

Tipos de fraturas ósseas

Falando especificamente das fraturas ósseas, elas podem ser resultado do envelhecimento natural do corpo, doenças que enfraquecem os ossos, como a osteoporose, ou traumas físicos.

Existem seis principais tipos de fraturas ósseas que podem acontecer: a mais comum é a fratura fechada, onde o osso quebra e a pele fica intacta. Já na aberta ou exposta, o osso rompe a pele, o que aumenta o risco de infecção e exige atendimento imediato. Na fratura transversal, o osso se fratura horizontalmente. A cominutiva acontece quando a lesão faz o osso se fragmentar em várias partes e, caso aconteça por conta da tração de um tendão ou ligamento, ela vira uma fratura por avulsão.  A sobrecarga repetitiva óssea, bem comum em corredores e atletas que exageram no treino sem descanso adequado, pode gerar uma fratura por estresse.

Tratamento e recuperação

Para o tratamento das fraturas, uma das partes mais importantes desse processo é a consolidação. Nela, o osso consegue se regenerar sozinho e o tratamento existe para apoiar e garantir que a cicatrização ocorra do jeito certo.

Na primeira fase, a inflamação forma um hematoma no local da fratura, fazendo com que pequenos pedaços do fragmento sejam absorvidos pelo próprio corpo. Isso possibilita que a fratura apareça no raio-X depois de alguns dias.

Durante o segundo estágio, o de reparo, a cartilagem formada em volta da fratura pelos novos vasos sanguíneos resulta em um calo, que funciona como uma ponte provisória para unir os fragmentos enquanto o osso se reconstrói. A imobilização é importante nos dois processos iniciais para a formação dos vasos sanguíneos.

Na fase final, chamada de remodelação, o calo se transforma em osso e é remodelado para cobrir a parte afetada pela fratura. Durante esse período, os médicos costumam liberar gradualmente a movimentação dos membros fraturados, inclusive com o carregamento de peso.

Falando sobre as formas de tratamento, as mais utilizadas são a imobilização, para apoiar a consolidação, e medicamentos, para controlar a dor e prevenir infecções. Em casos mais graves, com desalinhamento importante entre os fragmentos, fraturas expostas, instabilidade óssea ou comprometimento articular, a cirurgia vira uma possibilidade.

Saiba mais sobre os tratamentos e prevenção de fraturas ósseas

Por Beatriz Freitas Vera Cruz

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