Férias sem gesso: os erros mais comuns que aumentam as lesões infantis em 20% no verão

Tempo de leitura: 3 minutos
Resumo da notícia:

• Lesões ortopédicas aumentam durante o período de festas de final de ano e férias.

• Fraturas da clavícula, punho, antebraço e cotovelo são as mais frequentes.

• Médico da AACD dá dicas de como evitar e tratar lesões.

Ai que delícia o verão. Brincadeiras ao ar livre, na garagem, nos parques, piscinas e principalmente, dentro de casa. Férias é sinônimo de felicidade e, também, de preocupação. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia  e Traumatologia (SBOT), casos envolvendo lesões ortopédicas aumentam em mais de 20% durante o período de festas de final de ano e férias. Entre as lesões mais frequentes, segundo a SBOT, estão as fraturas da clavícula, punho, antebraço e cotovelo, além de luxações.

Segundo o Dr. Mauro César de Morais Filho, médico ortopedista do Hospital Ortopédico AACD, lugares de lazer também devem pensar em ações de comunicação para conscientização, já que é comum que aconteçam mais traumas nesse período. “A depender da queda ou qualquer que seja o evento, pode-se gerar lesões graves, com potenciais sequelas. Por isso, o envolvimento e orientação dos responsáveis é indispensável”, adverte.

Pensando nisso, o blog do Hospital Ortopédico AACD montou um guia com as principais dicas para você não ter dor de cabeça, ou melhor, ferimentos, durante as férias escolares.

Esportes e Lazer – Use a Proteção Correta

  • Capacete é Inegociável: seja na bicicleta, skate ou patinete, o capacete é o item mais crucial. Ele protege contra traumas cranianos graves, mas deve estar ajustado corretamente à cabeça.
  • Proteção para Membros Superiores: use protetores de punho (wrist guards) e cotoveleiras. Esses acessórios distribuem a força do impacto e são essenciais para evitar que uma queda simples vire uma fratura.
  • Joelheiras: proteja a articulação do joelho e as patelas, vulneráveis ao atrito direto com o chão.
  • Tênis Adequado: exija o uso de tênis fechado e com bom solado, que ofereça suporte ao tornozelo.

Além disso, sempre inspecione o local da brincadeira. Superfícies irregulares, buracos ou asfalto molhado aumentam drasticamente o risco de acidentes.

Segurança Aquática – O Risco do Mergulho

A Coluna em Risco: Prevenção de Lesão Medular

Quando a criança mergulha de cabeça em uma profundidade desconhecida ou rasa, a cabeça pode colidir com o fundo. Esse impacto comprime violentamente a coluna cervical (pescoço), podendo causar fraturas e, o que é mais grave, lesão medular.

  • Nunca permita mergulhos de cabeça a menos que a profundidade seja conhecida e superior a 2 metros. Na dúvida, entre sempre pela escada ou pule sentado.

Escorregões e Brincadeiras na Borda

  • Evite Correr: escorregar no piso molhado é uma causa comum de entorses de tornozelo e fraturas de punho. Insista para que as crianças andem e usem calçados antiderrapantes adequados.
  • Supervisão: mantenha a supervisão constante em ambientes aquáticos. Evite empurrões e brincadeiras acrobáticas que possam causar quedas desequilibradas.

Segurança em Casa – Fique de Olho nos Riscos Domésticos

 Quedas de Altura

  • Instale Proteção: instale redes de proteção ou grades em janelas e sacadas. Esta é uma medida de segurança essencial e inegociável em casas ou apartamentos com mais de um andar.
  • Controle o Acesso: evite que as crianças subam em cadeiras, mesas ou móveis instáveis. Quedas de altura podem resultar em fraturas graves.

Esmagamentos e Tombamento

  • Fixe o Mobiliário: fixe estantes, cômodas e televisores de tela plana na parede com dispositivos antiqueda. Crianças podem tentar subir em gavetas abertas, causando o tombamento do móvel.
  • Proteja Dedos: utilize protetores de porta para evitar que a porta se feche bruscamente com o movimento ou vento, prendendo os dedos da criança.

Torções e Tropeços

  • Mantenha o Piso Livre: recolha brinquedos e objetos espalhados nas áreas de circulação. Um simples tropeço pode causar uma entorse de tornozelo ou uma fratura de punho.

Qual o tratamento em casos graves?  

O médico do Hospital Ortopédico AACD, Dr. Mauro César de Morais Filho, alerta que, se houver lesões, é importante perceber os principais sinais, como inchaço, luxações e dores.

  • Lesão leve: o paciente pode se tratar em casa com medicamento para dor, gelo no local para reduzir o inchaço e repouso.
  • Lesão grave: exigirá um tratamento mais específico, com possibilidade de tratamento cirúrgico em algumas situações.

Na presença dos sinais listados acima (inchaço, dor e hematomas) recomenda-se a avaliação por um médico ortopedista.

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