Estudo inédito da AACD identifica novos padrões de marcha em pessoas com paralisia cerebral

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Instituição acompanhou mais de 500 pacientes com Paralisia Cerebral que passaram pelo seu Laboratório de Marcha nos últimos 20 anos; Classificação vigente da patologia não é atualizada desde 1987

A AACD está à frente de um grande avanço científico no setor da Saúde. A equipe médica da Instituição identificou 4 novos padrões de marcha dos pacientes hemiparéticos com Paralisia Cerebral, após a análise do prontuário de 532 pacientes, que nunca foram submetidos a cirurgias prévias e passaram pelo seu Laboratório de Marcha, entre janeiro de 2002 e abril de 2022.

A descoberta impacta diretamente na otimização do diagnóstico e na assertividade do tratamento da patologia, atualizando a classificação que é utilizada mundialmente, desde 1987, para a avaliação do andar de pacientes pediátricos com músculos rígidos e fracos, que tenham dificuldade para falar e se locomover.

O coordenador médico do Laboratório de Marcha da AACD, Dr. Mauro Cesar de Morais Filho (CRM. 90439), é um dos profissionais à frente do estudo.

“Percebemos, ao longo do tempo, que a classificação tinha suas limitações, depois de constatarmos que 42% dos nossos pacientes não se enquadravam na categorização. Por isso, acreditamos que esses novos padrões devem ser considerados em futuros sistemas de classificação”, pontuou.

A categorização vigente agrupa os pacientes com base nas alterações dos tornozelos, joelhos e quadris, considerando ainda as partes assimétricas dos lados direito e esquerdo, porém não considera alterações ósseas, como pés virados para dentro, por exemplo.

 

 

Estudo reconhecido internacionalmente

Com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da AACD, os dados preliminares do estudo foram apresentados no encontro anual da Sociedade Norte Americana de Ortopedia Pediátrica (POSNA), o maior congresso da área de ortopedia pediátrica, realizado em Nashville, Tennessee, no mês de abril. A Instituição foi a única representante do Brasil no evento.

A pesquisa segue em desenvolvimento, sendo que um desdobramento do trabalho investiga qual seria a melhor intervenção para melhorar a simetria do andar nessa população de pacientes. Essa nova vertente do levantamento original já foi aceita em mais um grande evento internacional: o encontro anual da Academia Americana de Paralisia Cerebral e Medicina de Desenvolvimento, que será realizado em Chicago, nos Estados Unidos, no mês de setembro.

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